Giovanni Papini
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1881-1956

 

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Entrevista com Papini

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Suspeito que Papini tenha sido injustamente esquecido.

(Jorge Luis Borges)1


Meu caro mestre e amigoPapini,

Estou lendo seu livro Crepúsculo dos Filósofos e a edição de Fevereiro da revista Leonardo, e tamanha é a resultante fortificação da minha alma. Que coisa é o gênio! E você é um gênio de verdade! Aqui tenho estado, com minha timidez intelectual e consciência, tentado limpar alguns degraus do caminho que leva ao novo e sistematizado Weltanschauung, e você com um par de confiantes passos largos, em um momento sai desse caminho totalmente em direção à liberdade de todo o sistema, para o país livre. Seu temperamento de descuido, tanto quanto suas fórmulas particulares, que têm tido tal efeito de emancipação em minha inteligência.

(William James)2

 

Confesso ter lido cada um dos 30 volumes de Papini pelo menos três vezes (e confesso isso sabendo que certos idiotas de espírito tornarão a apregoar meu "papinismo"). Continuo a adorar tudo a respeito de Papini, tal qual é. Creio que não haja melhor elogio que se possa fazer a um escritor que o de confessar adorá-lo inteiramente ainda que dele se separem as idéias, o temperamento e os princípios religiosos ou morais. Por trás daqueles 30 volumes há um homem excessivamente vivo e íntegro. Os milhares de livros que leu não mudaram-no. As idéias que promoveu e abandonou uma após a outra não tornaram-no seco. A vastidade de sua obra não conseguiu bloqueá-lo, paralizá-lo, entregá-lo completamente à história morta. Ninguém em nosso século, nem mesmo André Gide, deparou-se com tantas experiências e lutou em tantos fronts. E enquanto Gide não podia mais abster-se daquele conceito de equivocada "gratuidade", Papini se personificava em tudo aquilo que fazia no momento. Amava e odiava com paixão, com cada fibra de seu corpo, a amostra de uma vitalidade e de uma densidade espiritual raras. Hoje em dia que uma classe toda de Homens cumprem os compromissos por medo de se expor, o exemplo de Papini pode tornar a ser atual novamente. É um homem que não se envergonha de seus erros. Um verdadeiro gesto de um gênio. Somente os inúteis e medíocres se preocupam com a perfeita coerência dos próprios pensamentos, e são obcecados pelo medo de errarem. Papini errou, foi veementemente contraditório e exposto. Todavia permaneceu mais de sua obra do que de cada obra perfeitamente delineada, medida a risca e corrigida da primeira a ultima página.

(Mircea Eliade)3

Sr. Papini:

Devo me erguer da cama e lhe escrever - a minha benção. Malditos sejam todos que tenha escutado ou lido antes dessa, porque de verdade me faz mal a alma, e queria que o senhor soubesse o que me tem feito sentir. Mas não é um louvor. É um agradecimento. É um agradecimento. É um agradecimento ao fato que o senhor vive, e que posso escrever-lhe o que um jovem quer dizer(...) Sou feliz. Eu estou vivo. Em cinco milhões de pessoas, eu e dois amigos meus, não mais, estamos vivos. E sou feliz. Porque, por agora, por uma ou duas horas tenho certeza que vivo. A respeito daquilo que o senhor escreveu sobre Whitman, Dostoevskij e Nietzsche. Aqui está o que quero dizer - Que amei, demais, e raramente amo, e quando amo é preciso que eu faça um monte de rodeios.

(Emanuel Carnevali)4

Giovanni Papini é talvez o maior gênio da Itália hoje.

(Emanuel Carnevali a Carl Sandburg)5

 

Desde que encontrei Papini, pareço viver em um novo mundo . Que é Papini? Não sei. Às vezes me parece um arcanjo, iluminam-se os olhos e há reflexos de ouro sobre seus cabelos encaracolados, como uma auréola. Às vezes me parece um gnomo, hostil, maligno. Tem uma habilidade incomum de descobrir defeitos nos homens, físicos também, é do desembaraço florentino, e não é reflexivo que Deus nos livre se examinassem os outros como ele faz. Lê, lê, lê; anota, anota, anota. Tem uma cômoda com restos de carta , que chama "fichas", sobre as quais curva a cabeça e os olhos míopes, bulbosos, aqueles olhos tensos de quem não vê bem, cobertos pelos óculos, as arranha com mãos ávidas, até encontrar o título, o nome, o verso, a nota que procurava. Então levanta a cabeça triunfalmente, tira os pedacinhos de carta, os espalha e seus olhos resplandecem. Venceu. Ele tem razão.

(Giuseppe Prezzolini)6

 

Quando me perguntam o que mais me tocou no retorno à Itália, respondo sem exitar: Papini. Papini é a melhor coisa que encontrei.

(Giuseppe Prezzolini)7

Caro Papini,

Li com alegria a 8a poesia. Todas as poesias em versos dos últimos meses possuem qualquer coisa de raro, na estreiteza da linguagem e na liberdade das impressões sem semelhança: esta me parece a mais definitiva, como um cristal que se forma na mobilidade: há em algum ponto a luz de uma coisa perfeita: rimas e sons e solidão se correspondem em uma figura precisa de música.

(Renato Serra)8

 

Prezzolini, Papini, Soffici... Não se pode fazer um discurso sério sobre a literatura dos novecentos, e seus encantos e seus perigos, sem fazer uma apologia aos seus nomes, aos seus livros. Se aproximar deles, é retornar ao contato com homens que viram a poesia. Escritores modernos, moderníssimos, o talento generoso e o sentimento dos valores humanos das cartas. Habituados a temperaturas mais frias, os jovens hoje dão ares de tê-los esquecido, como supérfluos. Estão enganados que os jovens se habituem facilmente à perda deles.

(Cesare Angelini)9